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Reitor da UFSM diz que segundo semestre letivo pode inicia só em fevereiro de 2021

Em live promovida na manhã da terça-feira, 16, o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Burmann, afirmou que o segundo semestre letivo pode ter início em 2021. Uma vez que, para iniciar o segundo semestre letivo de 2020, é preciso, antes, finalizar o primeiro, não há como ter uma projeção correta de quando isso ocorrerá, tendo em vista que o cenário frente à pandemia do novo coronavírus é de incerteza e readequações constantes. Burmann citou, por exemplo, a recente sinalização do governador Eduardo Leite a respeito do retorno das atividades presenciais em escolas estaduais, contudo, na segunda, 16, Leite já voltou atrás e disse que a previsão de retorno segue suspensa. A mudança de postura se deu devido ao avanço da pandemia no Rio Grande do Sul, à troca de bandeiras em diversas cidades do estado (que avançaram de nível médio para nível alto de contágio) e ao aumento da ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Tendo em vista que o Regime de Exercícios Domiciliares (REDE), modelo de atividades remotas adotado pela UFSM, não teria caráter obrigatório, todos os conteúdos que vêm sendo lecionados a distância deverão ser repostos, quando do retorno à presencialidade, aos estudantes que não os acompanharam durante o isolamento. Dessa forma, ainda que estejam acontecendo aulas remotas ou mesmo cobrança de atividades, o primeiro semestre letivo de 2020 não poderá ser encerrado enquanto não se garanta ao menos 15 semanas de atividades presenciais, após o isolamento, para que os estudantes e professores possam acertar o passo de forma a ninguém sair prejudicado. Essa é parte da proposta de recuperação que a Administração Central levará para ser discutida junto ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

“O segundo semestre letivo de 2020 vai ser na sequência do primeiro. Se terminarmos em dezembro ou janeiro, vamos dar sequência, respeitados os períodos de férias, ao segundo semestre a partir dessa ocasião. O segundo semestre de 2020 pode coincidir com primeiro semestre de 2021, que [por consequência] pode ser jogado para frente. A formalidade dos semestres não nos obriga a iniciar um semestre em março, agosto ou julho. Podemos trabalhar com essa realidade conforme as condições que nos são dadas. Nenhum semestre será suprimido. Todos os conteúdos necessários à formação dos estudantes serão ofertados. Se o segundo semestre previsto para iniciar em agosto iniciar em fevereiro de 2021, não tem problema. Temos de nos adaptar a essa nova realidade”, explicou o reitor.

Quanto à retomada das atividades presenciais na universidade, Burmann disse que “não sabemos quanto ao futuro, talvez em agosto, setembro, outubro”.

Segundo Burmann, cerca de 55% dos docentes da instituição vêm utilizando o REDE, contudo há bastante críticas por parte do segmento discente. Embora o reitor argumente que o REDE é uma tentativa de manter os vínculos entre alunos e instituição, diversos estudantes pontuaram críticas na sessão de comentários da live desta terça-feira. Um comentário identificado como sendo de Gabriel diz: “Reitor, desculpe, mas encher os alunos de atividades não está mantendo o vínculo, e sim acabando com o psicológico dos alunos”. Outra mensagem, deixada por Fábio da História, registra: “Não tão considerando a realidade de boa parte dos alunos. “Manter saúde mental”, “Ter atividade para fazer”. Enchem a gente de atividades e além da preocupação com a pandemia (vida/situação financeira), ainda temos as atividades”.

Legenda: Durante live, estudantes enviaram críticas ao modelo da REDE, que viria causando sofrimento mental aos discentes

Fonte: Jornal Expressão Regional