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Weezer vem ao Brasil em show que pode ter Dave Grohl do Foo Fighters e som ‘barquinho e violão’

Por Braulio Lorentz, G1

Weezer vem ao Brasil em show que pode ter Dave Grohl do Foo Fighters e som 'barquinho e violão'
Weezer vem ao Brasil em show que pode ter Dave Grohl do Foo Fighters e som 'barquinho e violão'

Divulgação

A primeira e única vez que o Weezer tocou no Brasil foi em um festival em Curitiba, para pouco mais de 3 mil pessoas, em 2005.

Agora, o quarteto californiano vem apresentar a turnê de seu décimo terceiro disco estreando em São Paulo (26 de setembro) e no Rock in Rio (dois dias depois). Mas eles não mudaram tanto assim após 14 anos.

“Eu sabia desde o começo do potencial desta banda e esperava que ela durasse tudo isso, é claro. Eu sentia que fazia parte de um grupo de caras bem motivados. Dava para ver que éramos uma banda que passaria pelo teste do tempo”, explica o guitarrista Brian Bell, por telefone, ao G1.

 
 
Weezer: Como será o show no Rock in Rio 2019?

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O Weezer ainda:

  • Toca poucas músicas novas, com show ainda dominado pelo primeiro disco (“Blue Album”). O power pop romântico de “Buddy Holly” geralmente abre, a sofrida e pesada “Say ain’t so” fecha;
  • Segue conhecido por aqui mais pelos clipes com memes (“Porks and beans”), lutadores de sumô (“Hash pipe”), Muppets (“Keep fishin”) ou coelhinhas da “Playboy” (“Beverly Hills”);
  • Defende o posto de pilar do indie rock nerd power pop noventista, mas com escalas pelo hard rock farofa, o indie pop doce e um lado ruidoso e esquisito;
  • E separa um momento do show para que o líder River Cuomo cante uma versão voz e violão de “Island in the sun” fora do palco.

Em Curitiba, Rivers tocou em uma sacada da casa de shows. Desta vez, pode surgir na plataforma da tirolesa. Ou em um barquinho de brinquedo que acompanhou o grupo em toda a turnê…

Ou não. “Eu não acho que vamos levar o barquinho”, diz Bell, interrompendo. “Será que a gente precisa mesmo dele? Temos uns artifícios, objetos de palco ou sei lá o quê. Eles servem para marcar qual é a turnê, só isso.”

“Mas pode ser que no segundo em que eu disser isso para você, alguém esteja vendo como fazer esse barco aparecer aí. Eu sou última pessoa que você tem que perguntar se vai ter barco ou não.”

 
Weezer toca 'Insland in the sun' em um 'barquinho' em Nova York

Weezer toca ‘Insland in the sun’ em um ‘barquinho’ em Nova York

Uma certeza sobre o show é que ele terá algumas das covers do “Teal album”, lançado pelo Weezer neste ano. As versões de músicas do A-ha (“Take on me”) e Toto (“Africa”) são as que devem aparecer no setlist.

Dave Grohl no Weezer?

Seriam bons momentos para ter Dave Grohl, do Foo Fighters, no palco. Afinal, as duas bandas já saíram em turnê e é comum um “invadir” o show do outro.

“Não duvido que eles possam tocar com a gente, ou a gente com eles. Nunca se sabe o que pode acontecer com esses caras.”

 

Brian Bell, Rivers Cuomo e Scott Shriner, do Weezer — Foto: DivulgaçãoBrian Bell, Rivers Cuomo e Scott Shriner, do Weezer — Foto: Divulgação

Brian Bell, Rivers Cuomo e Scott Shriner, do Weezer — Foto: Divulgação

Ao ser perguntado sobre a estreia no Brasil, o guitarrista dá um longo suspiro e mistura memórias bem específicas a clichês sobre “a energia boa dos brasileiros”.

“Eu me lembro que a namorada de algum cara teve que atravessar o Brasil para nos trazer um sintetizador moog. Era um club, em Curitiba, um lugar bem pequeno.”

Eu ❤️ guitarra

Brian se mostra mais à vontade quando o assunto passa a ser a guitarra. E aí, como vê o uso do instrumento na música hoje?

“Eu só posso falar da música que eu gosto. Pensando nesse tipo de coisa de cantor e autor, elas sempre tiveram guitarra e sempre terão”, resume.

“A guitarra é um instrumento que só ele pode fazer o que faz. Sempre vai haver necessidade de usá-la. O jeito de se tocar talvez tenha mudado. Mas é um instrumento tão lindo, com propriedades idiossincráticas únicas se comparadas a qualquer outra coisa.”

Ele passa, então, a fazer uma declaração de amor ao instrumento que o acompanha no Weezer há mais de 25 anos:

“E tem como tocar fazendo bends [levantando ou abaixando as cordas], slides [deslizando um tubo pelas cordas], tirando sons como se fosse um teclado, sabe? Ela tem essa força acústica, rítmica… A guitarra simboliza o rock n’ roll.”

Mas e os outros estilos? “É esse é o tipo de música que eu gosto, não me preocupo com músicas que não tenham isso. A não ser que seja uma trilha sonora, daí às vezes ouço. Mas não me importo com as músicas que não tenham guitarra nelas.”

Fonte: G1