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Amigos do Clube Recreativo Comercial estiveram reunidos

Patrimônio histórico cultural de Palmeira das Missões. A construção foi iniciada no final do século XIX e inaugurada no mês de maio de 1905, por ocasião do 31º aniversário de emancipação político-administrativa do município.

Um grupo composto denominado de “Amigos do Clube Recreativo Comercial” realizou recentemente um jantar de confraternização, bem como, para cobrar providências em relação a conservação da ex-sede da entidade. 

Segundo Aurélio Moraes “a sede social da entidade representa para Palmeira das Missões uma das últimas obras da arquitetura da época, despertando na população palmeirense profunda estranheza pelo estado de abandono em que se encontra, já que a mesma faz parte da historia da Cidade e região, merecendo por parte das autoridades constituídas uma destinação digna e um tratamento que todos os prédios históricos merecem. A entidade foi o principal centro de eventos municipal e regional, sendo realizadas em sua sede as mais variadas expressões culturais, como: teatro, palestras, tribunal do júri e principalmente os eventos sociais e recreativos, recebendo em seu recinto artistas dos mais renomados de cada época. O Clube como sociedade marcou época em nossa comunidade, tendo seu auge nas décadas de 60, 70 e 80. Desde sua inauguração teve em sua organização figuras importantes do cenário político e administrativo de nosso Estado, tendo exercido a presidência da Sociedade: Alfredo Westphalen, coronel Walzumiro Dutra, ex-governador José Augusto Amaral de Souza, ex-deputado Aldo Pinto da Silva, Desembargador Aramis Nassif entre outros, nomes que por si só justificam maior atenção a esta entidade centenária e que muito representa para a comunidade. No ano de 1994, surpreendentemente a entidade foi transferida a terceiros, sem qualquer consulta ao quadro associativo, o que ocasionou o completo abandono do prédio situado numa região das mais nobres da Cidade, próximo a prefeitura municipal, Igreja matriz, Câmara de Vereadores e Banco do Brasil. Pontuou o músico palmeirense.  

A comunidade reclama do estado em que o patrimônio se encontra, patrimônio, este, recuperável, segundo engenheiros locais, que entendem numa visão simples, decorrer da falta de cumprimento do acordado com os atuais posseiros, o prédio deveria ser tombado pelo poder público ou devolvido a sociedade, desde que retomasse as melhorias necessárias.

Abaixo transcrevemos poema do compositor e músico palmeirense Aurélio Moraes.

Ao lembrar dos bons tempos
O coração dispara
E então se depara
com o passado ausente, mas o tempo presente
Não condiz com a saudade
Pois é na mocidade
Que traçamos o futuro…
Nos sentimos Seguros super-homem invencível…
Pois é…
Foram tempos incríveis.
E hoje esse saudosismo
Nos faz refletir
Sentir…
Lembrar…
O quanto naquele tempo nós éramos felizes…
Não sabíamos…
Mas éramos.
Criamos raízes..
Criamos amizades
Ai….
Quantas saudades
Em que nossos momentos
Eram uma eternidade
Não existia maldade
Só amigos sagrados
Cada um lado a lado escrevendo a história que hoje com muito orgulho revivemos na memória.

Fonte: Jornal Expressão Regional