Notícias Estaduais

Atos em defesa da educação são registrados em várias cidades gaúchas

Por G1 RS e RBS TV

 

Estudantes da UFSM protestam na manhã desta terça (13)
Bom Dia Rio Grande
 
Estudantes da UFSM protestam na manhã desta terça (13)

Estudantes da UFSM protestam na manhã desta terça (13)

Os atos em defesa da educação que acontecem nesta terça-feira (13) em todo o país tiveram a adesão de diversas entidades em várias cidades gaúchas. Até a tarde, em pelo menos 10 municípios foram registradas manifestações de estudantes, professores e entidades educacionais.

Em Porto Alegre, Santa Maria, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Passo Fundo e Viamão, houve protestos. Em outras cidades, como Alvorada, Palmeira das Missões, Bento Gonçalves, Santo Ângelo, Capão da Canoa e Alegrete, instituições aderiram à paralisação e não tiveram aulas.

O Dia Nacional de Greve foi convocado pelas centrais sindicais em protesto ao programa do governo federal Future-se e cortes no orçamento do Ministério da Educação. Os estudantes entregam panfletos aos motoristas com as reivindicações, além de levarem bandeiras e faixas pedindo mais apoio às universidades.

Porto Alegre

 

Em Porto Alegre, manifestantes foram para a frente do Palácio Piratini — Foto: Jonas CamposEm Porto Alegre, manifestantes foram para a frente do Palácio Piratini — Foto: Jonas Campos

Em Porto Alegre, manifestantes foram para a frente do Palácio Piratini — Foto: Jonas Campos

As manifestações, em Porto Alegre, começaram por volta das 15h. Estudantes, professores e representantes de entidades de classe saíram da avenida Borges de Medeiros e caminharam até a Praça Marechal Deodoro, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadual. Entre as reivindicações, os cortes no orçamento da educação, o programa Future-se e a Reforma da Previdência.

As demandas se estenderam aos problemas do sistema estadual de educação. Os manifestantes reclamam do parcelamento dos salários e do 13º, além das mudanças previdenciárias.

Pelotas

 

Em Pelotas, concentração acontece em frente ao Mercado Central — Foto: Luiza La RoccaEm Pelotas, concentração acontece em frente ao Mercado Central — Foto: Luiza La Rocca

Em Pelotas, concentração acontece em frente ao Mercado Central — Foto: Luiza La Rocca

Em Pelotas, os manifestantes foram para o largo em frente do Mercado Central reivindicar contra os cortes na educação e as mudanças promovidas pelo governo federal. Estudantes, professores e sindicalistas ocupam o local desde as 16h. Eles aderiram à paralisação adotada na UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e em outras instituições públicas da cidade.

Santa Maria

Em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, estudantes e servidores participaram de manifestação em frente ao arco que dá acesso ao campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a partir das 7h30, em que o trânsito no local era bloqueado a cada cinco minutos. À tarde, os protestos devem acontecer na Praça Saldanha Marinho.

De acordo com a UFSM, alguns serviços foram afetados em função da paralisação de técnicos-administrativos. O restaurante universitário, que serve em média oito mil refeições por dia, não vai funcionar nesta terça. A biblioteca central e diversos laboratórios também estão sem serviços.

Rio Grande

 

Concentração, em Rio Grande, acontece no Largo Dr. Pio — Foto: Fábio Eberhardt Concentração, em Rio Grande, acontece no Largo Dr. Pio — Foto: Fábio Eberhardt

Concentração, em Rio Grande, acontece no Largo Dr. Pio — Foto: Fábio Eberhardt

Em Rio Grande, no Sul do estado, estudantes, professores e representantes de entidades educacionais se concentraram no largo Doutor Pio, no centro da cidade. A movimentação começou no fim da manhã. Entre os manifestantes, estavam pessoas vinculadas às escolas públicas, ao Instituto Federal e à FURG, a Universidade Federal de Rio Grande.

Passo Fundo

No Norte do estado, um protesto realizado em Passo Fundo começou por volta das 10h30 e durou cerca de duas horas. Além de professores e estudantes, também estiveram reunidos representantes de centrais sindicais.

Os manifestantes caminharam até a 7ª Coordenadoria Regional de Educação. Eles denunciam a situação das escolas do município e reclamam do parcelamento de salários.

Os estudantes também fizeram críticas à reforma da Previdência e aos cortes na educação.

Segundo o Cpers Sindicato, que representa professores estaduais, cerca de 90% das escolas paralisaram total ou parcialmente nesta terça.

Caxias do Sul

Na Serra, estudantes se concentraram na Praça Dante Alighieri, no Centro de Caxias do Sul, pela manhã. Eles se reuniram para protestar em defesa da educação no Dia Nacional de Greve.

Sem aulas

Na rede estadual de educação de Santa Maria, as escolas Maria Rocha e Cícero Barreto, as maiores do município, estão sem aulas. Outras também realizam protestos parciais. O Cpers Sindicato deve divulgar, durante o dia, um levantamento da situação na região.

No Instituto Federal de Júlio de Castilhos e no Instituto Federal de São Vicente do Sul, algumas turmas estão sem aulas. As atividades são organizadas pelos diretórios acadêmicos, e na maioria das turmas ocorrem conversas e debates.

 

SANTA MARIA, 7h52: Manifestantes saem às ruas em protesto contra reforma da Educação. — Foto: Maurício Rebelato/RBS TVSANTA MARIA, 7h52: Manifestantes saem às ruas em protesto contra reforma da Educação. — Foto: Maurício Rebelato/RBS TV

SANTA MARIA, 7h52: Manifestantes saem às ruas em protesto contra reforma da Educação. — Foto: Maurício Rebelato/RBS TV

Em Alegrete, na Fronteira Oeste do estado, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) teve paralisação de forma parcial. Algumas turmas não tiveram aulas. De acordo com a instituição, as decisões ficaram a critério de cada professor.

Em Porto Alegre, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Educação, houve pouca adesão até o último levantamento, divulgado às 10h. Das 247 escolas da rede estadual de ensino, apenas 93 deram retorno à Seduc. Destas, 14 aderiram à paralisação total e cerca de 25 estão funcionando parcialmente.

Em Passo Fundo, o Cpers Sindicato, que representa professores estaduais, diz que cerca de 90% das escolas paralisaram total ou parcialmente nesta terça.

Adesão abaixo do esperado nas redes estadual e federal

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) aderiu conforme decisão dos servidores e alunos de cada unidade. Das 16 cidades em que há um campus da instituição, em quatro não houve aulas: AlvoradaCanoas, Restinga (Porto Alegre) e Viamão.

As demais unidades tiveram funcionamento normal e em diversos campi ocorrem atividades internas como debates e aulas públicas para reflexão sobre o programa Future-se e a educação nacional. As aulas serão recuperadas conforme definição de cada unidade.

Das 2,5 mil escolas públicas estaduais, nem todas responderam aos contatos da Secretaria Estadual de Educação, mas, de acordo com o órgão, a adesão foi abaixo do esperado. Pouco mais de uma centena aderiram parcial ou totalmente à greve, o que representa menos de 5% do total das instituições públicas estaduais.

Em Porto Alegre, das 108 escolas que responderam ao questionamento (há 247, no total), 16 aderiram totalmente e 35 aderiram parcialmente à paralisação.

Em Caxias do Sul, das 119 instituições, oito aderiram parcialmente e uma aderiu totalmente. Também na Serra, na região de Bento Gonçalves, apenas três escolas paralisaram as atividades das 74 existentes.

Já a região de Palmeira das Missões, no Noroeste do Rio Grande do Sul, que contempla 90 escolas, seis aderiram totalmente e sete aderiram parcialmente à greve. Na região de Santo Ângelo, das 38 escolas de abrangência, duas paralisaram e uma suspendeu as aulas parcialmente.

Em Carazinho e região, das 60 escolas, cinco estiveram paralisadas totalmente e 12 paralisadas parcialmente. Em São Borja, das 35 escolas, 10 estiveram paralisadas. No Litoral Norte, das 99 escolas, nenhuma paralisou as atividades, e apenas algumas tiveram mudanças nas atividades.

Fonte: G1