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O efeito classificação no Grêmio

Renato Portaluppi não precisava de reafirmação do seu trabalho, ídolo que é. Seu cargo de treinador não ficaria sob risco com uma eliminação para o Bahia por tudo que Renato representa no clube. Porém, classificar do jeito que classificou dá um ganho espetacular para o Grêmio no Gre-Nal de sábado e no jogo de ida das oitavas da Libertadores. A primeira coisa que o time agrega como positivo é ver reabilitada a capacidade de reação.

 

Renato e grupo do Grêmio comemoram classificação — Foto: Lucas Uebel/GrêmioRenato e grupo do Grêmio comemoram classificação — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Renato e grupo do Grêmio comemoram classificação — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Num cenário adverso de Fonte Nova lotada e Bahia perigoso, o Grêmio tomou conta do jogo desde o início como se estivesse na Arena. E, combinemos, um time é tanto mais sólido quanto consiga jogar em casa e fora de casa com a mesma naturalidade.

A reabilitação individual de algumas peças também soma para o novo contexto gremista. Matheus Henrique, por exemplo, voltou vacilante de Toulon, onde foi destaque da seleção pré-olímpica. Contra o Bahia, ele desarmou, girou e deu assistência para gol como se espera de um substituto de Arthur. O que ainda não aconteceu e não está pintando que aconteça é a recuperação de André. Por hora, tem sido titular porque Renato Portaluppi preserva a função do homem de área. Tecnicamente, está devendo e faz tempo.

O Gre-Nal deverá ser de reservas ou de time misto lá e cá. Chance para jogadores que estão precisando de reabilitação no sentido mais amplo. E não são poucos de azul.

 

Fonte: Globo Esporte