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Aprovação de lei que autoriza privatizações

Por RBS TV

 

Venda de estatais preocupa quase 4 mil servidores do RS
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Três estatais que serão vendidas se preocupam com funcionários

Três estatais que serão vendidas se preocupam com funcionários

Os 3.764 funcionários da CEEE, CRM e Sulgás estão preocupados com o futuro, após a aprovação e sanção das leis que autorizam as privatizações das três estatais. A maioria passou em concurso público, mas com a privatização, perde a estabilidade. Juntas, as empresas gastam quase um R$ 1 bilhão por ano só com a folha de pagamento.

O presidente do Sindicato dos Mineiros de Candiota, Hermelindo da Trindade Ferreira, diz que não se sabe se vão ser indenizados pelo estado, pela empresa que comprará as estatais ou se já passarão automaticamente para a nova proprietária.

“É uma insegurança que norteia na cabeça do trabalhador sem saber como será o futuro das famílias”, lamenta.

Cada estatal implantará um plano de demissão voluntária, com pagamento do FGTS e aviso prévio, indenização pelo tempo de serviço, continuidade do plano de saúde e treinamento para se recolocar no mercado. O da CEEE é o que está mais adiantado.

Os três projetos de venda das estatais garantem o emprego por seis meses após a privatização. Protegem os trabalhadores até meados de 2021, já que a venda só deverá ser concluída daqui a um ano. Mas os sindicalistas querem ampliar a estabilidade para até cinco anos.

“O governo deveria tratar com os sindicatos da categoria. Porque seis meses de uma questão que ainda não está consumada é uma precipitação”, opina o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Minério e Petróleo (Sitramico), Angelo Martins.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Júnior, muitos trabalhadores deverão ser mantidos nos empregos pelos futuros proprietários. Mas isso vai depender da situação de cada empresa.

“No caso da Sulgás, tem quadro enxuto, 130 funcionários. A gente acredita que poderão ser reaproveitados pelo novo proprietário. Inclusive nós apostamos na ampliação das vagas por parte da Sulgás na estimativa que a gente tem desse mercado”, diz.

Já quanto à CRM, vai depender do mercado de carvão aqui no estado, explica o Lemos. Sobre a CEEE, a estimativa é que mais do que 60% dos funcionários poderão ser reaproveitados com algumas correções de salários.

‘Muito frustrado’

 

Aposentado da CEEE teme perder direitos — Foto: Reprodução/RBS TVAposentado da CEEE teme perder direitos — Foto: Reprodução/RBS TV

Aposentado da CEEE teme perder direitos — Foto: Reprodução/RBS TV

O aposentado Clemente Maria da Fonseca trabalhou por 30 anos. Ao saber da autorização para a venda, ficou preocupado. “O que faria eu se tivesse uma perda volumosa daquilo que eu plantei pra colher agora, seria um absurdo! Me sinto muito frustrado, ninguém de nós pensaria que um dia chegaria ao ponto que chegou”, afirma.

Ele recebe o complemento da aposentadoria da Fundação CEEE. Segundo o governo, aposentados na mesma situação não sofrerão perdas.

Mais de 900 ex-funcionários que têm entre 71 e 100 anos também recebem o complemento, e representam uma folha mensal de R$ 10,2 milhões de reais. Eles deverão ser incorporados à folha de servidores do estado.

Fonte: G1