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Giro pelo Rio Grande aborda em Palmeira tema “O Brasil está para negócios?!

O Giro pelo Rio Grande 2019 aborda o tema “O Brasil está para negócios?”. Investimentos, ampliação, contratação e outras necessidades e escopos dos negócios precisam estar amparados pela conjuntura econômica, política e tributária. De que forma essas três forças podem auxiliar ou prejudicar os empreendimentos este ano é uma das questões a serem avaliadas no evento. Desde 2011 o projeto realiza eventos em todas as regiões do Estado, promovendo uma integração entre empresários e a Fecomércio-RS, no intuito de juntas fortalecerem sua atuação. Aconteceu na noite da última terça-feira, em Palmeira das Missões com excelente participação de público no Centro de Cultura.

O Giro Pelo Rio Grande, evento promovido pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS) desde 2011, trouxe em seu nono ano a questão “O Brasil está para negócios?”, buscando auxiliar empreendedores e investidores em sua tomada de decisão quanto a possibilidade de expandir negócios, contratar mais pessoas ou esperar por um momento melhor.

O evento em Palmeira das Missões reuniu cerca de 400 pessoas que ouviram a avaliação do cenário econômico, tributário e político para os negócios. Na abertura do evento, a presidente do Sindilojas Palmeira das Missões, Gilda Zandoná, deu as boas vindas ao público presente, agradecendo a escolha do município para a agenda do ano da Fecomércio-RS.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, lembrou em sua fala que o pagamento de fornecedores, gerenciamento de clientes e funcionários para administrar seriam tarefas bem mais simples se não tivessem como entrave a burocracia vergonhosa vivenciada no país. “Minha vida de empresário e meu permanente contato com empreendedores de todas as regiões do Estado sempre me recordam de quanta motivação é necessária para ser empresário no nosso país”, admitiu Bohn.

Iniciando o painel, o consultor econômico Marcelo Portugal levou ao público uma avaliação sobre a atividade econômica. Para ele, neste ano poderemos ter um resultado pior do que em 2017 e 2018, a chance de melhorar está no final do ano, dependendo da execução da política econômica. O agronegócio deve seguir bem, mas os demais setores, indústria e serviços, estão mal. No caso da inflação, mesmo com algumas altas, ela deve recuar e fechar o ano em 4%, o que não é um problema, conforme Portugal. Já no caso das contas públicas o problema aparece mais grave, existindo um déficit até fevereiro de R$ 105 bilhões. “O jeito de consertar é com a reforma da previdência, pois este gasto ocupa 56% do gasto total do governo Federal. Se continuar, não haverá recursos para mais nada, a não ser pagar pensionistas e aposentados”, sinalizou o economista.

O advogado e consultor tributário Rafael Borin sinalizou que há um cenário bastante amadurecido para a reforma tributária. “Todos querem que unifique o PIS e a Cofins. Não funcionamos mais bem com o caos, é preciso um enxugamento. Mesmo que a reforma não seja a ideal, atende a diversas necessidades, sendo mais fácil de controlar, entender e pagar os tributos”, salientou Borin. Para ele, a boa notícia é que é possível ver avanços na questão da desburocratização. “No momento em que o tributo gera redução de custo ou caixa ao empresário são muitos que estão conseguindo melhorias. Empresas ganharam ações sobre os tributos cobrados irregularmente do Pis e da Cofins”, comemorou. O advogado ainda lembrou que a possibilidade de vitória na questão do Diferencial de Alíquotas (Difa) é e motivo de alivio aos negócios.

Já o assessor parlamentar da Fecomércio-RS Lucas Schifino disse que “responder se o Brasil está para negócios é responder se a agenda do governo vai passar no Congresso”. Uma das análises de Schifino é de que o potencial para construção da base do governo ainda está abaixo da que tinha o governo Temer. “Renovar nomes não significa renovar comportamentos e essa pauta (previdência) continua sendo impopular. O governo está ainda fragmentado”, disse.

Legenda: Giro Pelo Rio Grande avaliou que economia, ajuste fiscal e as reformas podem levar o país ao rumo certo

Fonte: Jornal Expressão Regional