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Corte de recursos da UFSM é tema de debate no Legislativo Palmeirense

O Espaço das Comunicações da mesa diretora da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palmeira das Missões, da última segunda-feira, foi ocupada pelo diretor do Campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Rafael Lazzari, que em sua fala disse que foram contingenciados 46 milhões de reais, previstos na Lei Orçamentária Anual da instituição, recursos estes destinados ao custeio para as bolsas de pesquisa, assistência estudantil, material permanente, obras e reformas e, principalmente, para a manutenção dos serviços terceirizados. “Se não forem repassados [os recursos], a partir de setembro, a Universidade de Santa Maria vai ter muita dificuldade em arcar com as suas despesas”, destacou Lazzari.

O professor também defendeu a educação superior pública oferecida pela instituição. “Sou o porta-voz de um grupo qualificado de professores, técnicos administrativos, e levo a esperança de muitos jovens para ter um desenvolvimento de vida e uma oportunidade cada vez maior nessa sociedade, que muitas vezes luta em dizer que a educação não é prioridade. [..] Se fortalece um país quando se investe em educação, ciência, tecnologia, e isso está mais que provado, isso gera desenvolvimento social”, enfatizou.

Dezenas de pessoas participaram da reunião e na ocasião foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Campus de Palmeira das Missões.

Segundo o diretor do Campus, Rafael Lazzari, estão contingenciados 46 milhões de reais, previstos na Lei Orçamentária Anual da instituição, que são recursos destinados ao custeio para as bolsas de pesquisa, assistência estudantil, material permanente, obras e reformas e, principalmente, para a manutenção dos serviços terceirizados. “Se não forem repassados [os recursos], a partir de setembro, outubro, a Universidade de Santa Maria vai ter muita dificuldade em arcar com as suas despesas”, destacou Lazzari.

O professor também defendeu a educação superior pública oferecida pela instituição. “Sou o porta-voz de um grupo qualificado de professores, técnicos administrativos, e levo a esperança de muitos jovens para ter um desenvolvimento de vida e uma oportunidade cada vez maior nessa sociedade, que muitas vezes luta em dizer que a educação não é prioridade. [..] Se fortalece um país quando se investe em educação, ciência, tecnologia, e isso está mais que provado, isso gera desenvolvimento social”, enfatizou.

O Campus da UFSM em Palmeira das Missões está em seu 13º ano de funcionamento e já formou mais de 1.200 profissionais nos cursos de graduação e pós-graduação. Atualmente, 1.319 alunos estão matriculados nos sete cursos de graduação. Dentre esses, 24 alunos são do mestrado em Agronegócios. O Campus conta com 95 docentes, 38 técnicos-administrativos, 35 que prestam serviços terceirizados e, ainda, cerca de 100 alunos estão inseridos nos cursos da modalidade à distância em diferentes áreas de formação. Hoje, o Campus está desenvolvendo no município 144 projetos de pesquisa, 52 projetos de extensão e 16 projetos de ensino, em parceria com departamento, grupos de professores da sede e outras instituições.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi fundada em 1960, oferece 262 cursos de graduação e pós-graduação, tem 2.053 docentes e 2.685 técnicos administrativos em educação, e 28.618 alunos. A maior parte das atividades acadêmicas e administrativas acontecem na cidade de Santa Maria, mas a UFSM possui, ainda, três campi fora de sede: um em Frederico Westphalen, um em Cachoeira do Sul e um em Palmeira das Missões.

Para o presidente do legislativo, a importância da UFSM para o município é inquestionável. “A defesa pela Universidade Federal de Santa Maria é algo unânime, somos separados por questões ideológicas, mas uma coisa que nos une aqui no Poder Legislativo sempre é o interesse público da nossa cidade. Podemos dizer e separar a história da nossa centenária Palmeira das Missões em antes da universidade federal e depois da universidade federal”, garantiu Fernando Vilande.

Fonte: Jornal Expressão Regional