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Falta de professores motiva protesto em Farroupilha

Estudantes da Escola Estadual Olga Ramos Brentano estão prejudicados pela ausência de aulas

Por

Celso Sgorla

Estudantes e professores protestaram na manhã desta terça-feita 

Com a falta de 11 professores, a Escola Estadual Olga Ramos Brentano, localizada no bairro 1° de Maio, em Farroupilha, promoveu uma manifestação nesta terça-feira. O ato teve o objetivo de mostrar e chamar a atenção da sociedade para a situação. Em caminhada, portando o banner com o nome da instituição e cartazes de protesto, docentes e alunos seguiram pelas ruas do bairro gritando “Queremos professores!”.

O grupo seguiu em direção à Escola Estadual José Fanton, onde fortaleceu a manifestação. Motoristas e pessoas que passavam pelo local buzinavam e mostravam apoio ao ato. A ideia do manifesto partiu dos estudantes, principalmente os que estão cursando o 3° ano do ensino médio, pois no final de 2019 realizam o Enem e os vestibulares. A diretora da escola, Márcia Garcia, disse que os alunos se sentem inseguros e prejudicados, pois não terão a devida preparação. Faltam no Olga Ramos Brentano profissionais em áreas essenciais como artes, educação física, português, literatura, matemática, física, geografia, filosofia e sociologia.

Segundo a diretora, as horas faltantes serão recuperadas, mas os estudantes provavelmente ficarão prejudicados. “Nós vamos recuperar a carga horária, mas aquela coisa do conteúdo efetivo que eles necessitam para um terceiro ano, vai ser dificultado”, explica. Farroupilha conta com dez escolas estaduais, onde faltam um total de 29 professores.

De acordo com a responsável pela 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), Janice Moraes, Farroupilha é uma das mais afetadas pela falta de professores. A 4ª CRE está fazendo um levantamento e organizando as planilhas que mostram o quadro de profissionais nas escolas, analisando cada caso individualmente. A coordenadora relata que a solução imediata é fazer esse estudo para verificar se as instituições possuem profissionais disponíveis em biblioteca ou em cargos administrativos. Se houver, esses são convidados a voltar para as salas de aula.

Fonte: Correio do Povo